MQN: Eu usaria a palavra irretocável para o show do MQN no Jambolada se não fosse por um detalhe: curto demais! A culpa não foi deles, sabem como é, o horário vai apertando e alguma banda paga o pato. O MQN pegou o auge do público da noite, aproximadamente 400 pessoas. Quando Fabrício Nobre (voz), CJ (guitarra e vocal), Miranda (bateria) e Gustavo (baixo) chegaram foi como um presente para os roqueiros da cidade. Estava ansiosa para vê-los aqui pelo simples fato que jamais decepcionam. Competindo com o som da boate, o MQN conseguiu ser mais ensurdecedor. Luzes vermelhas, cerveja e muito rock. Fabrício afirmou no palco que sempre estarão dispostos a tocar na cidade. “Qualquer R$ 2 e gasolina a gente vem. Minha avó mora aqui, é uma velha muito doida”, brincou. A galera curtiu, rolou mosh com muito stoner rock e na entrevista que rolou depois com Fabrício, pude entender porque o MQN mantém a sua essência: não há deslumbramento. Se na semana passada os caras tocaram para um auditório lotado com 4 mil pessoas, logo depois tocaram para 300 e poucas, a energia era a mesma. “É massa ver um auditório lotado e tal mas a gente sabe que aquilo é meio ilusório, faz a gente pensar que a coisa virou mas não é bem assim”, comentou. Para ele, pode ser até no “Bar do Zé”, que tendo cerveja gelada e som alto o MQN está dentro. Influências de MC5, Cramps, Mudhoney, Elvis e Rolling Stones, e afins, estão na base da banda. No próximo ano o MQN completa 10 anos e o que Fabrício pensa sobre isso? “Tô me achando velho pra caralho”. Ele não acha que o MQN “estourou”. “A gente corre atrás, passeia, a mulher fica mais brava em casa”, completou. SETLIST: Cobra, Come Into, Let it Rock, Hard Times, Electrify, Cold Queen e Buzz. Não tocaram as previstas: Heart of Stone, Burn, Baby, Burn e Red Pills.
http://laboratoriopop.uol.com.br/pagina.php?abrir=texto_colunista.php&idcolunista=49 Escrito por MQN às 08h45
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SER OU NÃO SER
Ser ou não ser por Leandro Carbonato
Importantes nomes da cena indie comentam “o que é ser uma banda independente”
06/12/2006
Cada vez mais, muito vem se falando sobre música independente e toda a cultura que a cerca: selos, shows, festivais, etc. Mas, o que é música independente? Quando um artista pode ser considerado independente? Por definição, uma banda é independente se não for vinculada a nenhuma gravadora multinacional, as denominadas majors. Mas é só isso?
Existem no mundo apenas quatro grandes gravadoras, que dominam a maior parte do mercado fonográfico: EMI, Warner Music Group, Universal Music Group e Sony BMG Music Entertainment. Então, teoricamente, qualquer banda lançada por uma gravadora ou selo que não seja uma dessas delas é uma banda independente. Mas, na verdade, existem vários pontos de vista e várias vertentes para esse pensamento.
Para Rodrigo Lariú, jornalista e dono do selo midsummer madness, a divisão é feita em três tipo de selos, “as majors, as grandes brasileiras e as independentes”. Ele explica: “As majors são as quatro multinacionais. As grandes gravadoras brasileiras são aquelas que não estão vinculadas às majors, têm certa independência na parte artística e financeira mas 'dependem' de contratos financeiros ou que trabalham com verbas anuais altas, como a Trama, Deck Disc, St2, entre outras. E, por fim, as independentes, que são aquelas micro-gravadoras com verbas baixíssimas e que trabalham dentro de um esquema quase cooperativista com as bandas e o mercado, como a midsummer madness, a Monstro Discos, a Highlight Sounds, etc”.
Bruno Ramos, um dos responsáveis pela Slag Records, encara a questão de outra forma. “Como sou um pouco pragmático, não gosto muito do termo ‘independente’ como algo que significa um artista que não está ligado a nada ou ninguém para produzir e divulgar sua música”. Para ele, ser independente é sinônimo de autonomia, e é possível ser autônomo mesmo em uma major. “Do mesmo modo que você pode ter um artista totalmente dependente em uma gravadora que não é uma multinacional, com um contrato que o amarra totalmente, em vários assuntos, você pode ter um artista que tem um contrato que lhe concede toda a liberdade que se queira imaginar, mesmo em uma gravadora multinacional”.
Um ponto sempre levantado por engajados freqüentadores de shows independentes é o velho “tal banda se vendeu” ou “essa sim segue firme”. Tratam-se, é claro, de opiniões baseadas em pontos de vista pessoais. Se for respeitada a preocupação maior de se manter a sinceridade na criação musical, se nada afeta essa parte do processo, todo o resto acaba sendo uma busca por meios melhores de divulgação da obra. Rodrigo, vocalista do Dead Fish - que lançou seus próprios discos durante mais de dez anos e assinou recentemente com a Deck Disc -, a banda tem que saber qual o caminho quer seguir e vê na questão da distribuição a maior dificuldade para os menores. “Uma banda independente tem facilidade de produção e divulgação, mas ainda tem a questão da distribuição do trabalho, que pra mim é um ponto crucial hoje para alguém que não tem o 'mainstream' por trás”.
O vocalista do MQN e dono da Monstro Discos Fabrício Nobre, nutre a crença de que para se ser independente tem que se acreditar no que se está fazendo. “Como diria o grande Mini (Walverdes), é o seguinte: ser independente é fazer música. Independente do que aconteça. Se tem dinheiro faz, se não tem faz, se tem um estúdio top na mão maravilha, se tem o four track, maravilha também. Isso é pensamento independente”. Mas completa. “O cara tem que fazer aquilo que acredita e pronto. Se ele pára de fazer o que acredita ou faz uma coisa que não é verdadeira para ele, um abraço”.
"Mas a seqüência matadora ainda estava por vir. Para começar a destruição, subiram ao palco os sempre inspirados membros do Macaco Bong, de Cuiabá. Num show intimista, pesado e preciso, deixaram a maioria dos presentes procurando o queixo no chão. Com o público ainda um tanto anestesiado, os sempre elegantes goianos do MQN fizeram o de praxe, subiram ao palco e protagonizaram um dos melhores shows do festival. Nada de novo para eles, mas o público pareceu não ficar muito satisfeito com os míseros vinte e tantos minutos de “rock duro”, como definiu o vocalista Fabrício Nobre, e pediu bis."
Tudo isso no TRAMA VIRTUAL www.tramavirtual.com.br
XII Goiânia Noise Festival - Palestras, Debates, Paineis e Reuniões da ABRAFIN
Convidamos a todos para participar do ciclo de discussões promovidos pela ABRAFIN, SEBRAE-GO, SENAES - Ministério do Trabalho e Emprego e Monstro Discos, que serão realizados no SEBRAE-GO, Av. T-03, Setor Bueno, Goiânia - GO, a partir desta quinta feira dia 23/11.
Seguindo o seguinte programa:
quinta feira 23/11
14h - Questões jurídicas para a produção independente
Palestrante: Deborah Sztajnberg
16h - Empreendimento Cultural - as experiências do SEBRAE pelo Brasil
Painel: Décio Coutinho
18h - Recebimento de nova propostas de filiação a ABRAFIN
19h - Reunião geral: ABRAFIN - discussões e encaminhamentos (fechada)
sexta feira 24/11
11h - ABRAFIN - Coletiva para imprensa e apresentação dos novos filiados (aberta)
14h - Imprensa músical especializada e música independente
Palestrantes: Rodrigo Lariú e Fernando Rosa,
16h - Abertura e manutenção de casa noturna com espaço para show de música independente
Palestrantes: Claudão Pilha e Anderson Foca.
sábado 25/11
14h - Reunião da ABRAFIN com a SENAES (Ministério do Trabalho e Emprego) (fechada)
com apresentação de Dione Manetti e Luciano Canez
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no local.
Rock sempre!
XII Goiânia Noise Festival
www.goianianoisefestival.com.br Escrito por MQN às 23h45
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euPodo
E o cd, como fica? November 9, 2006 at 11:58 · Filed under noticias
Já há tempos que o mundo discute para onde vai a indústria fonográfica. A maioria dos artistas tenta se proteger da pirataria, mas muitos já começam a pegar carona e tirar proveito delas. É só ver o sucesso fulminante da banda Arctic Monkeys, que disponibilizou todas as suas músicas para download no myspace antes mesmo de lançar seu 1º cd, que no lançamento bateu record de vendas.
Enfim… isso tudo ainda não é exemplo para a fórmula do sucesso. A indústria fonográfica tenta se proteger por todos os lados para não perder sua milionária fatia no mercado e os artistas correm atrás do seu espaço, seja ele qual for.
Fizemos um podcast com o Daniel, vocalista da banda Montage, e discutimos sobre este assunto, já que a banda tira do forno seu primeiro cd. A opinião dele é que cd realmente não vende muito e a banda sempre terá que criar diferenciais para que o fã tenha motivos para comprar, como investir no design da embalagem, ter material extra, etc.
Hoje o que chamou minha atenção foi um “manifesto” de banda MQN de rock de Goiânia, que já tem cds lançados, mandando os cds para a pqp. Disponibilizaram todas as suas músicas para downloads e para quem ainda tem todo o apreço por material oficial da banda, eles vão lançar edições limitadas em vinil. Serão 5 compactos em 7 polegadas, cada um com duas músicas. E claro, foram buscar designers competentes para deixar o material mais atrativo. Claro que a intenção nisso é que as músicas da banda se espalhe por todos os cantos e ela atinja o espaço que está buscando. E pelo jeito já está dando certo, pois olha nós aqui falando sobre ela.
E você, acha que o cd acabou? Quantos cds comprou no último ano? Eu comprei quatro eporque estavam com preços ótimos e eram de bandas que gosto demais.
http://www.eupodo.com.br/2006/11/09/e-o-cd-como-fica Escrito por MQN às 23h41
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MQN em Uberlândia!
Festival Jambolada- Uberlandia Mg SEXTA (01/12) LOCAL: GARAGE BAR (AV. VASCONCELOS COSTA No.80) 21:00 ATTERO (MG) 21:45 ANTENA BURITI (MG) 22:30 LUCY AND THE POPSONICS(DF) 23:15 BANG BANG BABIES(GO) 00:00 DHARMA KAOS (MG) 00:45 MACACO BONG (MT) 01:30 MQN (GO) 02:15 DEAD SMURFS (MG) 03:00 VUDU (ARGENTINA)
SÁBADO (02/12) LOCAL: GARAGE BAR (AV. VASCONCELOS COSTA No.80) 22:00 FILHOS DA NOITE (MG) 22:45 U-GANGA (MG) 23:30 JOHNNY SUXXX & THE FUCKING BOYS (GO) 00:15 CARNE LOCA (SP) 01:00 PATIFE BAND (SP) 01:45 BESOURO DO RABO BRANCO (DF) 02:30 PORCAS BORBOLETAS (MG)
DOMINGO (03/12) ARTE NA PRAÇA – ESPECIAL JAMBOLADA (PRAÇA SERGIO PACHECO) 12:00 SATÉLITE SACY (MG) 13:30 DON VITO & SEUS FOGUETES (SP) 15:00 ROCK ROCKETS (SP) 16:30 UM BANDO E O FIM DA QUADRILHA (MG) Escrito por MQN às 09h20
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rograma TramaVirtual traz MQN, Eddie e a segunda parte da cobertura do Festival Varadouro, em Rio Branco (AC)
10/11/2006 No próximo domingo, dia 12 de novembro, o Programa TramaVirtual completa 20 semanas de muita música independente na telinha do Multishow. E nessa edição, o registro da cena alternativa fica por conta das bandas MQN, Eddie, Mister Lúdico e os Morféticos, Los Porongas e Walverdes, entre outras.
Representantes tupiniquins do “stoner rock”, os goianos do MQN soltam o som no “Ao Vivo+Entrevista”. O grupo mostra seu rock’n’roll intenso nas músicas “Buzz in My Head” e “Hard Times”, essa do mais recente álbum Bad Ass Rock And Roll, lançado em 2005.
Subiu na internet há poucas horas um manifesto de colhões no rock brasileiro: uma banda manda o formato CD para onde o sol não brilha e se compromete a liberar em mp3 todas suas músicas daqui pra frente – além de lançá-las somente em vinil. Falamos do MQN, de Goiânia, banda de "drunk rock" conhecida, entre outras razões, por seu desbocado e rechonchudo vocalista Fabrício Nobre.
"A gente nunca ganhou dinheiro com CD, mesmo esgotando todas as nossas tiragens", resume Fabrício sobre suas motivações. O manifesto, chamado "Fuck CD", é na verdade um projeto de divulgação: ao invés de compilar uma dúzia de músicas num disco e distribuí-lo da forma tradicional, a banda vai liberá-las de duas em duas em seu site, ao mesmo tempo em que lança um vinil do single com capa e acabamento especiais. Serão cinco "Fuck CD Sessions", e a primeira, parceria da Monstro Discos com o selo Senhor F, já está pronta – inclusive com cópias distribuídas em Portugal via Groove Records.
A idéia é boa, mas não é estranho que venha justo de um dono de gravadora como Fabrício Nobre, cabeça da Monstro Discos? "Cara, a banda é uma coisa, gravadora é outra", explica. "Nosso lance é tocar, queremos que as pessoas conheçam a música, e para isso nada melhor que deixar tudo free na net." Os vinis serão feitos em tiragens muito limitadas, de até 300 cópias, para "fanáticos" – como a própria banda se define. Escrito por MQN às 11h28
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